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Beers with Popcorn

Beers with Popcorn

Realmente vale a pena?



Valer a pena é relativo, eu sei. O que para mim é importante, para ti não é. 

É fácil, as pessoas é que complicam, porque na verdade ninguém é igual a ninguém. 

Quando chegas perto dos 30, e sentes que talvez só tenhas uns 20, percebes que o tempo voa. Que tudo aquilo que tinhas programado para a tua vida, ainda não aconteceu. E depois entras em stress, tens ataques de pânico, e pensas. E agora? Como se fosses morrer amanha… eu sofria desse mal. 


Hoje a nossa sociedade, criou-nos este dilema da treta. Somos pré programados, para seguir uma linha. 
Pertencemos a uma carruagem de um comboio predestinado, apenas sabemos a estação final, o caminho até lá ninguém nos conta. 


Com menos de 17 anos, já nos pedem para sabermos em que estação queremos ficar. 
Se realmente queres ser alguém, tens seguir por um caminho, se não, não chegas lá. Tens de ter a capacidade de conseguir entrar num bom curso e numa boa faculdade. Todos te dizem que isso é o mais importante. É por isso que tens de lutar!


Mas como nos contratos, aquelas letras pequenas ninguém te conta. Os teus pais esforçam-se, e pagam-te um curso. Tu acabas. E depois? 
Depois, ou tens sorte em teres acertado no que realmente queres, ou então estás lixado. 

É difícil ser diferente, sem dúvida. Mas ser igual não era uma hipótese para mim. Não queria ser apenas mais um, na fila do metro todos os dias. A única coisa que eu tinha 100% de certezas era não queria isso para mim.


Passei anos a pensar o que podia estar de errado comigo. Até que cheguei a conclusão que simplesmente não havia nada de errado.

Esta sou eu!

Independentemente de ser diferente, é a minha vida. E eu tenho o poder de decidir o que quero fazer com ela. Ninguém me vai oferecer outra de bónus!! 


Hoje tenho menos, mas tenho muito mais. Tenho tempo. Tempo com quem mais quero estar neste mundo! E isso vale mais do que ouro e diamantes! Porque o tempo corre, e eu não quero chegar aos 50 anos sem ter vivido.

Para viver é preciso tempo! 

E eu tenho isso, sou sortuda, sinto-me como uma pessoa milionária. 

Se vale a pena? Claro que sim… porque agora vou colher a fruta das árvores que plantei.

E nada me dá mais orgulho e prazer do que fazer um belo sumo de boa fruta pela manhã!

Da vossa AL 

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Sou vadia e então?

São mais de 5 anos a beber vadia, é normal que me torne uma às vezes. Por alguma razão não me lembro da primeira vez que a provei. E a primeira foto que temos todos juntos, ninguém se lembra dela.

Mas eu tenho a prova!

Ao longo desta caminhada dura de provar cervejas novas, encontrei esta familia. Eles são os Vadios, e vão ser sempre, tal como eu!

Se havia alguem a fazer uma mega festa quando me viam, eram eles.  

Ali estavam, no seu stand, com um sorriso enorme, cheios de boa disposição e uma energia contagiante.

Foram muitos festivais, muitas noites passados juntos. Imensas conversas que nunca mais tinham fim.  

Hoje estão como estão, e não deixam de ser os mesmos.

Para mim, Vadia significa convivio,  bons momentos, boas pessoas, amizade e positivismo!

Pessoas que vejo poucos dias por ano, mas que se tornaram grandes amigos. É isso que me faz gostar muito do mundo da cerveja artesanal.

Fizeram, e ainda fazem com que eu conheça pessoas fantásticas que não param de me surpreender.

Uns já conheço há muito, outros aparecem-me à frente, assim do nada e simplesmente ficam!

A vadia hoje é uma empresa grande, e ir ao seu brewpub enche-me a alma. É o trabalho duro de muitos anos. É acreditar na cerveja portuguesa. É a casa deles, e minha também.

Orgulho-me imenso de ter projectos destes no meu país e de estar presente desde o ínicio.

Eu cresci e eles também! E hoje são meus parceiros, e lido com vadia no dia a dia.  Não é maravilhoso?

A minha vida dá muitas voltas, e ainda bem que estou rodeada de pessoas boas. Tudo acontece por uma razão!

Sejam mais Vadios e sejam felizes como eu!

Obrigado,

Da vossa,

AL

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A primeira foto!

 

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Servir é dar...

Estou tão habituada a servir a minha propria cerveja, acho que isto é um luxo. Alias é mesmo.

Dei por mim a pensar que ultimamente não tenho gostado da cerveja que me tem servido.

E perguntei a mim própria.  Será que sou esquisita e não gosto de nada? Ou ando simplesmente armada em parva?

Não sou pró, nem geek, nem cervejeira. Sou uma eterna apaixonada por cerveja! Eu aprecio tudo, desde o inicio até ao fim.  Cerveja artesanal ou cerveja só por si, boa cerveja, faz me lembrar boa energia! Descontração, amigos e bons momentos.

Gosto de ser bem recebida, com boa energia! Afinal servir um copo é igual a servir um prato! A energia e a simpatia das pessoas reflectem imenso no nosso bem estar enquanto clientes. E experimentar cervejas novas é uma descoberta. É ter as nossas papilas gustativas no seu maximo, e o nosso olfacto apurado! É sentir arrepios e depois uma sensação de bem estar! E dizer,” granda cervejão! Quero mais disto!”

Eu sei que vender cerveja artesanal não é fácil! Acreditem! Mas há que fazer um esforço maior, não podemos congelar cerveja!

(Malta! Congelar garrafas não dá! Até doi no coração ver cerveja tão boa em forma de um granizado! Mais valia fazerem um cocktail com cerveja congelada do que servirem aquilo!)

Vejo muita cerveja a ser mal tratada. Porque é isso mesmo, é estragar o que está bom! A malta pensa que é so abrir a torneira e voilá, tem uma cerveja brutal para apresentar ao cliente. Lamento,  mas no mundo das artesanais não é assim. Temos de ter atenção a imensos factores. Ao estilo da cerveja, ao tipo de barril em que ela está, qual o copo melhor e como a deverei apresentar. Se o compensador está aberto ou fechado, ( o compensador serve para compensar sim?! Neste momento são os meus melhores amigos, ajudam-me a conseguir servir bem.) 

Cada estilo é diferente, cada cerveja é única.  E  na minha opinião quem serve tem como obrigação provar! Os chefes de cozinha provam tudo antes de servir ao cliente! Portanto quem serve cerveja devia pelo menos provar todos os dias ( so um bocadinho) para saber se está boa ou não! E antes disso devia aprender um pouco sobre o que está a servir.

Fico triste quando vejo cervejeiras a serem arrasadas por quem vende ao público! Porque simplesmente estão se nas tintas sobre o que vendem, e depois quem prova vai escrever criticas e avaliar aquela cerveja que não está boa!

Eu não sou exemplo para ninguém, mas uma das coisas que me dá mais prazer é tirar uma cerveja perfeita, coisa que nem sempre consigo. Mas é esse o meu objectivo! Sempre!

É ver quem está a nossa frente a ter  água na boca ansioso por beber aquele copo.

Servir alguém é DAR! Pelo menos para mim. Dar um pouco de nós e um bocado do nosso país é uma sensação maravilhosa!  Isso dá gozo!  Dá orgulho mostrar o que fazemos cerveja à séria, Porra!

Vamos lá aprender a servir melhor e a cuidar melhor do que é nacional! Sim?

Da vossa

AL

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PICO ISLAND

As saudades já apertam. Acho fascinante a maneira de como me apaixonei pela Ilha do Pico. Foram mais de 20 viagens sobre o oceano, aventuras em voos muito atribulados, aterragens medonhas e tempestades que metiam respeito. Depois de tudo o que vi, ganhei um enorme respeito por quem vive nestas ilhas. É outra realidade. Eu já conhecia S. Miguel, mas não tem comparação. Aqui vive-se de outra forma, convive-se de outra maneira. Todos são conhecidos, sabe-se tudo o que se passa na ilha. 

Deitamo nos em silêncio a ver a montanha que é iluminada pela lua, e acordamos num paraíso perfeito. Em que a beleza da cor negra das rochas dá um azul vibrante ao mar. O cheiro é puro, e o ar também. 

Ir para a ilha é sempre uma emoção, principalmente durante épocas de tempestade, porque nunca sabemos se vamos aterrar ou voltar para Lisboa. Tive algumas aterragens falhadas, que me caíram as lagrimas porque não queria voltar para trás. Tive sorte, os pilotos da SATA conseguiram sempre contornar a situação. O pior que me aconteceu foi ter de aterrar no Faial e não no Pico. Nada de muito grave! Era bom quando passava uma tarde no Faial, ia ao peters, bebia um gin, esperava pelo barco. E depois apreciava a vista durante a viagem de 20min até à Madalena na Ilha do Pico. Graças a deus que não enjoo, porque nestas alturas o barco é um autêntico canguru louco, tipo aqueles das feiras. O estômago vem até a boca, e não é para todos.

A recepção a S. Roque do Pico era sempre muito emocionante. Sempre fui tratada como da terra, e acolhida como em mais nenhum sitio o fizeram. 

Os dias são quase todos iguais, não há filas, nem stress. Depois de 2 dias, já conhecemos as caras. E depois de 10 já sabemos o nome de toda a gente. Depois quando entramos no café, já sabem o que queremos.

Lá, dizem sempre "bom dia", com respeito e à moda antiga!

Só há dois supermecados, e raramente há iogurtes! Os preços são mais altos, porque é tudo importado. Há muito pouca produção local. O peixe e marisco é de comer e chorar por mais! LAPAS! Comi muitas... mesmo! E coitadas das vaquinhas que sabem mesmo bem. 

O vinho do Pico é bom, e as vinhas são património Mundial da UNESCO, uma vista que não há palavras para descrever! Há licores e aguardentes de tudo o que a terra dá, literalmente!

Os queijos e a massa sovada são os nossos piores inimigos! E para piorar a situação há sempre jantaradas e convívios entre amigos. As pessoas frequentam as casas uns dos outros. Os encontros são quase sempre nas adegas, cada um tem a sua. São casas, que servem para fazer jantares, vinho, aguardentes etc. Parecem casas de bonecas, feitas em pedra e pintadas de branco. Eu gostava de ter uma! Só para ir mais vezes lá!  

A ilha do Pico está ainda muito verde e pura, mas está com uma evolução e um crescimento brutal. As Casas de turismo rural tem uma qualidade superior ao que existe no continente. 

Quero agradecer a todos aqueles que me fizeram sentir em casa, e de quem sinto muitas saudades! 

Em breve sei que vou voltar. (Ainda não subi a montanha!)

E quem ainda não foi, devia ir! 

Da vossa,

AL

 

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