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Beers with Popcorn

Beers with Popcorn

Estou de volta

Peço desculpa pela minha ausência!                   

Quando comecei a escrever este blog, tinha como objetivo fazer uma partilha pessoal, das minhas experiencias cervejeiras e algumas coisas pessoais do meu dia a dia. A minha vida é um reboliço, ando sempre a fazer km e milhas, não paro quieta, meto-me em mil coisas. E o tempo era escasso para escrever e deixei isto de parte.

Para quem me conhece, sabe bem a minha paixão pela cerveja! Digo mesmo paixão porque é! E para mim, é um enorme prazer ver que a cultura cervejeira em Portugal está a evoluir. Desde há 5 anos para cá, abriram imensas cervejarias artesanais, festivais de cerveja em todo o país, e bares/espaços dedicados a este néctar! Mas infelizmente esta evolução tem um preço. Para mim cerveja é a descoberta de sabores novos. É a descontração e convivo entre amigos e gente que me faz sentir bem! É comemorar algo bom, ou esquecer algo mau. É divertir-me e ser quem eu sou!

Mas para muita gente não é bem assim! Eu pessoalmente lido muito mal com a critica, tenho de aprender a aceitar quando alguém não concorda comigo e me critica só porque sim! E vejo que existe constantemente pessoas que só sabem ver o que é negativo, e são brutas quando criticam! Sinceramente, ás vezes quando leio certas coisas, até tenho pena. Porque eu já provei muita coisa má, e não me dirigi a ninguém dessa maneira! Quando não gosto, sou honesta, e explico o porquê! Não há mal nenhum em não gostar, é a nossa opinião! Mas calma malta! Eu sei que a maioria de vocês são homens, e a testosterona faz vocês serem assim. (felizmente que cada vez há mais raparigas neste mundo cervejeiro). Mas acho que não há necessidade de certos e determinados tipo de comentários. Vivemos num mundo louco, onde trabalhamos para andarmos como um burro anda atrás de uma cenoura! Saímos de casa todos os dias para trabalhar, e voltamos á noitinha. Chegamos ao final do mês pagamos as contas. E depois começa tudo outra vez! O que safa são os bons momentos que passamos com quem mais gostamos. São as coisas boas que ficam! Valorizem o que é bom! E não prestem atenção ao que é mau! Temos é de nos apoiar, e ajudar! Sermos sinceros, porque a perfeição não existe! Todos erramos e falhamos! Vamos nos orgulhar do que já foi feito até aqui! Há 6 anos ninguém sabia a diferença entre uma lager ou uma ale!

Isto para dizer que, depois de pensar muito e pedir conselhos, eu vou continuar.  Vou escrever regularmente, e vou falar sobre o que eu acho que é BOM! (Nós produzimos muita coisa boa! Mesmo! Para mim não interessa falar da má!)  Vou escrever sobre o que eu gosto de fazer, beber, comer e sobre as minhas viagens fantásticas. Porque a minha vida é boa! Finalmente aprendi a valorizar o que realmente interessa. Estou feliz e super orgulhosa do que vem aí! Sei que vou ter de viver com a critica, faz parte. Pode ser que um dia eu me habitue, mas quero que o positivismo viva aqui!

Agora vou beber um copo de algo muito bom

Cheers! 

Da vossa

AL

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Os kegs e as minhas dores de cabeça.

Desde a primeira vez que me deram a tarefa de engarrafar 60L em garrafinhas de 33cl, que jurei a mim mesma nunca mais o fazer. Que p*** de seca! Fiquei com trauma! Só me enganaram uma vez! É fácil? Sim, é. Mas não é trabalho para mim. Quando se começou a usar barris em casa, foi um alívio. Abençoada máquina de cerveja que eu tenho na cozinha. Para além de não ter o frigorifico cheio de garrafas, como era habitual, é bastante mais cómodo e muito melhor. A minha tarefa foi sempre a de lavar os barris, eu era basicamente a responsável de desinfectar tudo e garantir que a cerveja não iria ficar contaminada. Uma grande responsabilidade! Lavava e lavava, até já não ter mãos. E quando me perguntam se estão lavados e prontos a usar, tenho sempre dúvidas, e volto a certificar-me que está tudo bem. Tinha de ter cuidado com todas as peças e borrachas e sei lá mais o que! Enquanto o trabalho do homem era só abrir a cuba e despejar lá para dentro! E pronto! Done! Fazia-me lembrar um pouco o trabalho das mulheres de antigamente. Eu é que tinha o trabalho todo, os quimicos estragavam-me a manicure e ficava com as mão bastante secas. Não sou muito adepta de modernices. Gosto muito de fazer tudo da maneira que sempre foi feita, claro que temos sempre de tentar ser o mais práticos possíveis e tentar ter a vida facilitada. Adoro ser prática e não sou nada complicada. Mas acho piada fazer cerveja com uma panela normal. Tal e qual como gosto de cozinhar como a minha mãe e a minha avó cozinham. Bimbys não foram feitas para mim. O cuidado e a atenção tem de ser outro, mas és só tu que controlas tudo. Já estraguei muita cerveja. Um dia cheguei a casa, fui provar a cerveja num barril e estava mesmo estragada. A culpa era minha, mais 30L que iam para o ralo da banheira. Apeteceu-me chorar. Tanto trabalho, dinheiro e tempo desperdiçado. Agarrei no meu namorado e fomos beber uns copos para esquecer a desgraça. São coisas que acontecem, é assim que se aprende. Já apendi muito a estragar cerveja. 

Passei esta noite a pesquisar informação sobre os keykegs. Irrita-me mesmo muito ter um problema e não ter solução para ele. Já é o segundo keykeg que me estraga a cerveja. Provávelmente a válvula está com um defeito. Só saí espuma, e quando lá se consegue começar a tirar bem, o compressor liga e só saí espuma! O saco está sempre cheio... Mais uns quantos litros para o ralo. Quando funcionam, é mesmo ótimo! A cerveja aguenta mais tempo e é super prático, e nessas alturas penso que foi um bom investimento. Mas quando isto acontece juro que me apetece explodir! E culpo-me pelo dinheiro todo que já gastei. Primeiro tive comprar cabeçotes xptos e especiais de corrida, depois os adaptadores que tinha para o cabeçote não encaixavam, toca a comprar mais peças e pecinhas, santa paciência! E pagas bastante por cada keg que só é usado uma vez! É assim, faz parte das modernices. Usa-se e deita-se fora. Com tanta peça que tenho em casa, já pareço uma oficina! Enganaram-me mesmo bem quando me disseram que fazer cerveja era simples e que o kit era sufciente. Se alguém vos disser isso não acreditem, porque em breve vão encher a vossa cozinha e despensa e todos os cantos da casa com tralha. Vão trocar os muesli por maltes, vão ter saquinhos de leveduras e lúpulo no frigorifico. (Não se admirem se alguém for lá acasa e achar que vocês andam a fumar erva. É normal!) E todos os flocos de aveia e trigo que houver lá por casa já não se comem  ao pequeno almoço! Bebem-se! Tenho saudades dessa altura, a casa estava mais vazia e os meus bolsos mais cheios. Mas não havia cerveja, e agora há! E quando no final do dia bebes um copo, a neura passa e sentes-te feliz e realizado.

Mas hoje, sinto saudades de lavar barris de inox... 

Amor com sabor a manga é bem melhor.

Como sabem a maioria dos homens tem uma alergia crónica quando falamos de shopings. O mais engraçado é que quer queiram quer não, de vez em quando lá se tem de comprar alguma coisa para se vestir e calçar. Mas em muito dos casos, são as mulheres que se dão ao trabalho de ir comprar alguma coisa para os seus homens. É um trabalho bem lixado, primeiro temos de imaginar que ele está ali. Os tamanho não são todos iguais, e muitas vezes abrimos a camisa ou a t-shirt e imaginamos como é que lhe irá ficar. Se aperta na barriga, se está largo nos ombros etc.. Sabemos de algumas dicas que vamos apanhando durante os anos. Ele só gosta de calças com botões, nada de fechos! Os boxer são só de algodão e daquele modelo. As camisas só podem ser slim fit, colarinho sem botões e não podem ter bolsos, entre outras características que agora não me lembro!  Mas 100% de certezas, nunca temos! Depois desse trabalho logistico todo, de andar basicamente á caça num centro comercial, quando chegamos a casa temos outro obstáculo. Mostrar o que comprámos! Primeiro olham, depois torcem o nariz, e quando evitam experimentar e dizem " depois já experimento, agora não me apetece!" como quem diz, deixa praí que pode ser que te esqueças. No meu caso acontece algumas vezes. A última novela foi à bem pouco tempo, enquanto trabalhava no Algarve fui comprar uns sapatos para ele. Enchi-me de coragem, e fui. O meu maior obstáculo, pensava eu, era arranjar sapatos de tamanho 45! Acabei por comprar umas sapatilhas da Timberland, que claro, eu gostei bastante. Ainda por cima com 50% de desconto, fiz mega compra. Saí do shoping super orgulhosa de mim própria. No dia seguinte fui aos ctt, bem cedo antes de ir trabalhar. Cheguei ao balcão, e pedi  para enviar a encomenda em correio azul com destino final para a ilha do Pico. Lá consegui enviar o caixote! Demorou alguns dias até chegar. Mas não se perdeu pelo caminho e quando o meu namorado abre a caixa. Guess what? Ele não gostou. Disse que não faz o estilo dele, eram muito coloridas, que tinham o tecido estranho etc etc, e que iria trocar. Fiquei mesmo triste e furiosa, comecei aos berros e super irritada. Primeiro comigo, por ter tido aquele trabalho todo. Depois com ele, por não gostar. Enfim, foi tudo em vão. Os sapatos voltaram novamente a Portugal continental dentro da caixa, para trocar. A minha missão falhou! E prometi nunca mais comprar-lhe nada! (eu sei que não vai ser assim, mas na altura estava convicta disso!) Cheguei ao Pico na Sexta feira. E antes de sair de casa, perto das 4h da manhã, lembrei-me que tinha de levar uma coisa muito importante comigo. Uma MANGA! Não era uma manga qualquer. Era a nossa manga, a primeira a ser colhida na quinta. Finalmente a árvore com 2 anos deu o seu primeiro fruto. Que eu guardei durante uns dias para amadurecer. E por acaso lembrei-me que seria engraçado provarmos os dois juntos. A fruta já estava madura e boa. Portanto meti na mala e segui viagem. Eram só mais 2500km, a manga já tinha vindo do algarve até Abrantes, só faltava atravessar o Atlântico! Quando chego ao pico, depois do jantar mostrei lhe a manga. E ele ficou sem reacção, admirado como é que me tinha lembrado de a trazer comigo. Ficou comovido, e quando a provou os olhos dele brilhavam. Agradeceu-me mil vezes, abraçou-me e beijou-me. Estava radiante. Parecia uma criança a transbordar felicidade! A manga era das melhores que já comi. Mas isso naquele momento não interessava. Ele estava feliz! Com uma coisa tão simples! E passado algum tempo, dei por mim a comparar a surpresa dos sapatos com o que estava a acontecer naquele momento! No final concordo com ele, amor com sabor a manga é bem melhor...

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Azbeer 2016

Pela segunda vez aconteceu o Azbeer

Adoro o nome. Acho-o perfeito. Acho que abrange o nome de todas as cervejas. De A a Z!

Gostei imenso do festival, e diverti-me mesmo muito. Desta vez fui de comboio, diretamente de Albufeira até a Azambuja. Tirando a vez que fui a Caminha, acho que nunca mais tinha feito tantos quilómetros para ir a um festival de cerveja.  Às 18h de sexta-feira, saí a correr do trabalho para apanhar o comboio. A viagem passou a correr, e perto das 23h já eu estava a chegar à Azambuja. E apenas regressei novamente ao trabalho na segunda-feira. Reservei hotel durante os dias todos. E andei a pé! Sempre a pé! Provei coisas novas, e invenções fantásticas. Bebi quase todas, desde as Amnesias frutadas, uma com açaí e outra com maracujá, super fresquinhas ótimas para o Verão, à Italian grape ale da Luzia, que foi sem dúvida uma esperiencia nova, surpeendeu bastante pela positiva! As Mean Sardines, as Toiras e as Passarolas na minha opinião estão cada vez melhores. Bebi uma cerveja de beterraba, meio sour e salgada com uma cor fúchsia lindissima!!!!  Que só podia ser  feita pela Against the Tide, sempre a inovar e sempre a surpreender. Cheguei até a beber a cerveja de ginja da Vadia com gelo e limão, chama-se "ginjabeer on the rocks" foi uma invenção do momento, estava calor e já não sei quem é que foi o espertinho que foi buscar gelo e limão, resulta muito bem. É boa para beber como aperitivo! Achei super saboroso e interessante o show cooking elaborado com cervejas presentes no festival elaborado pelo chefe António Alexandre. É sempre bom ir petiscando alguma coisa! Acima de tudo, para mim o convívio é o mais importante. Saber que vou reencontrar aquelas pessoas e ver caras conhecidas, por a conversa em dia é o que eu gosto mais. Sempre com a cerveja artesanal como fio condutor das conversas.  Fala-se bastante. Pelo menos eu falo. Foi mesmo um fim-de-semana bem regado e cheio. Comi e bebi bastante. Senti-me em casa. Com um ambiente super descontraído e familiar. Tenho de agradecer imenso à Marta e ao Valter, sem eles nada disto teria sido possível. Para além de serem grandes amigos, tenho de lhes dar os meus parabéns por nunca desistirem.  Não há palavras para descrever o trabalho e empenho que tiveram durante os últimos dois anos. Agarraram este projeto e deram tudo o que tinham. Parabéns vocês conseguiram!  Tenho imenso orgulho em vocês! Vejo que eu e o meu namorado fizemos uma boa acção em dar-vos a conhecer cervejas artesanais! Lembro me de chamar a Marta para vir ter a minha casa, para me ajudar a carregar uma panela de 60L de cerveja. Quando ela chegou à minha casa, ficou com uma cara de espanto ao ver a trabalheira que dava fazer cerveja em casa. Ainda bem que ela veio ajudar-me. Porque eu nunca mais me lembrei do pequeno grande pormenor, de que eu nunca conseguiria pegar numa panela daquelas sozinha! Nesse dia acordei e disse ao meu namorado que iria fazer 120L sozinha. Dois lotes de 60L. Tinha a receita escrita, ele foi trabalhar e eu fiquei em casa alone. Meti as mãos no malte e comecei. Tudo estava a correr bem, e eu super orgulhosa de mim própria! Até a hora de filtrar a cerveja e trocá-la de panela! Era demasiado pesado para mim! Achava eu que conseguia fazer cerveja sozinha. Mas não, e ainda bem que precisei de ajuda, assim tornou-se num dia muito mais divertido! Acho eu! Não foi?

Aguardo ansiosa pelo próximo Azbeer. E por beber umas belas cervejas com vocês. Já tenho saudades vossas.

Os meus parabéns a todos. 

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