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Beers with Popcorn

Beers with Popcorn

Cerveja artesanal Ermida

Conheci o Rui Reis à mais ou menos um ano.

Ele fez-me uma visita na minha tasquinha nas festas do Sardoal em 2014, em que eu estava a vender cerveja artesanal que eu e o meu namorado tinhamos feito.

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Sempre muito simpático e muito dado deu-nos a provar as suas cervejas. Fiquei fã! Fiquei surpreendida por haver alguém a fazer coisas tão boas em Abrantes, tão pertinho de mim! Desde aí ficámos amigos cervejeiros!

É o bom deste mundo! É conhecer gente tão boa e que gosta de viver intensamente estas experiências cervejeiras. Trocar impressões, dicas e ter ajuda para evoluir é sempre positivo e muito gratificante. 

Como não seria de esperar, tive de propor ao Rui responder a algumas questões sobre a sua marca. Que posso garantir desde já que é muito boa! Chama-se Ermida e ele explica porquê!

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 E tenho um enorme prazer em divulgar um produto de excelência da minha cidade, e de um amigo meu! 

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ERMIDA TRIGO, nas Festas do Sardoal de 2015 deliciosa...

 

AL: Como começaste a ter interesse na produção de cerveja artesanal?

RR: Já tinha bebido algumas cervejas artesanais em viagens no exterior do pais e cá em Portugal por vezes comprava algumas importadas, chegue a ter uma tertúlia de amigos onde faziamos no “Alcaide” uma espécie de “rodizio” da cerveja. Sempre gostei deste tipo de cervejas, eram diferentes....... Um dia estava na internet em busca de inspiração para o desenvolvimento  de um novo produto alimentar, ligado às carnes, e deparo-me com um artigo sobre a “Sovina” que estava a dar os primeiros passos  na produção de cerveja artesanal, achei muito interessante. Porque não produzir a minha propria cerveja artesanal? Como estavam a realizar Workshops inscrevi-me logo com o meu pai.

 

 

AL: Já lá vão muitos anos?

RR: Comecei a produzir em 2012 após um workshop que efectuei nos Três Cervejeiros

 

AL: As tuas primeiras tentativas de produção caseira foram positivas? Bebiam-se?

RR:Foram positivas e bebiam-se, mas, careciam de aprefeiçoamento. Sou muito exigente comigo próprio e ainda hoje a procura da perfeição é constante. Trabalho sempre para que o próximo lote seja melhor que o anterior.

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AL:Quais foram as reacções dos teus amigos/familiares?

RR:Foram boas, apesar, de não estarem habituados a estas cervejas, “Primeiro estranha-se, depois, entranha-se”.

 

AL: O que te fez partir para uma produção em maior escala?

RR: Foram os próprios amigos e familiares que me incentivaram, bem como a oportunidade de negócio, pois as pessoas que sabiam que produzia, vinham ter comigo para comprar. No início de 2014 licenciei na autarquia de Abrantes o espaço onde produzo e em 23 de Maio de 2014 obtive as autorizações da alfândega. Espero produzir até ao final deste ano 2500l. Vou tentar duplicar no próximo ano.

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AL:Qual é a historia por de trás do nome da tua cerveja?

RR: ERMIDA é o nome rua onde habito, e onde comecei  a efectuar as primeiras produções. Ermida é um pequeno local  de culto, como a cerveja está ligada à parte monástica, batia certo, é um nome pequeno com uma boa sonoridade e fácil de memorizar. As cervejas artesanais são cervejas de culto.

 

AL: Neste momento sei que vendes principalmente no concelho de Abrantes. Onde vendes?

RR:

Alcaide,

A merceneta,

Oficina de sabores,

Restaurante Santa Isabel,

Chave D´ouro,

Palha de Abrantes,

A Taberna,

Wellcome Center,

Delícias da Deolinda,

A Túlipa,

Monte da Várzea

  

AL: Já tens outros pontos de venda fora do concelho?

RR:

Lojas da Tagus (Cá da Terra em Sardoal, Camões com Sabor em Constância),

Fifty-Fifty em Vila de Rei,

Casa Bonacho em Ponte de Sor

e brevemente em Portalegre, Torres Novas , Mação e Lisboa.

 

 

AL:Sentes que estás a educar  as pessoas a apreciarem cerveja artesanal? Já notas alguma evolução relativamente ao consumidor comum? 

RR: Sinto que sim, pelo menos estou a dar essa oportunidade.

 

AL: Fala-me um pouco sobre as tuas cervejas, sei que tens vários estilos…

RR: 

Cerveja Artesanal Ermida – Trigo (Weiss)

Receita com inspiração em receitas alemãs,

6% de grau alcoólico, 17 IBU de amargor

loira, opaca, espuma muito generosa

aromas cítricos, frutados (frutos tropicais)

ligeiramente picante, refrescante,

acompanha muito bem pratos de peixe e mariscos,

receita leve e fácil de beber

 

Cerveja Artesanal Ermida - Abadia (Belgian Ale)

Receita com inspiração em receitas belgas,

7% a 8,5% de grau alcoólico, 22 IBU de amargor

ruiva / acrobeada, com pouca espuma,

aromas a malte (adocicada)

cerveja quente, encorpada, pujante,

acompanha muito bem pratos de carne e de caça,

receita complexa, mas muito agradável de beber.

 

 

Cerveja Artesanal Ermida – IPA (English IPA)

Receita com inspiração em receitas inglesas,

6% de grau alcoólico, 43 IBU de amargor

ruiva / alaranjada , com pouca espuma,

aromas florais, frutados,

cerveja mais amarga devido à grande adição de lúpulo,  

acompanha muito bem pratos de carne, caça e sobretudo assados saturados em gordura,

receita complexa mas muito agradável de beber

 

Cerveja Artesanal Ermida – Stout (oatmeal Stout)

Receita com inspiração em receitas irlandesas,

6% de grau alcoólico, 30 IBU de amargor

preta a acastanhada, com uma espuma creme e espessa,

aromas a café, chocolate, caramelo, fumo, frutos secos (nozes e avelãs)  

cerveja ligeiramente amarga,

acompanha muito bem pratos de carne e em especial, doces,

receita fácil de beber

 

Cerveja Artesanal Ermida – Trigo/Framboesa (Fruit beer)

Receita com inspiração em receitas do norte da Europa,

6% de grau alcoólico, 17 IBU de amargor

rosa, com pouca espuma

aromas cítricos, frutados (frutos vermelhos, com predominancia da framboesa)

agri-doce, refrescante,

acompanha muito bem entradas, substitui muito bem os granizados a meio da refeição

receita leve e fácil de beber

Neste momento, tenho uma Strong Dark Belgian Ale With Spices que vou lançar no Natal e encontro-me em ensáios com uma Imperial Stout e uma RYI IPA que apresentarei no início do próximo ano.

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AL: Para uma mulher, recomendas qual?

RR: Apesar de ter lançado a Trigo/Framboesa para o público feminino, penso que qualquer uma das cervejas artesanais faço podem ser apreciadas por uma mulher.

Alias, as mulheres têm um “palato” excelente para estes produtos e “apreciam mais do que bebem”.

 

AL: Obrigado Rui e muitas felicidades! E boas ERMIDAS! 

RR: Eu é que agradeço. Bom Trabalho.

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