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Beers with Popcorn

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PICO ISLAND

As saudades já apertam. Acho fascinante a maneira de como me apaixonei pela Ilha do Pico. Foram mais de 20 viagens sobre o oceano, aventuras em voos muito atribulados, aterragens medonhas e tempestades que metiam respeito. Depois de tudo o que vi, ganhei um enorme respeito por quem vive nestas ilhas. É outra realidade. Eu já conhecia S. Miguel, mas não tem comparação. Aqui vive-se de outra forma, convive-se de outra maneira. Todos são conhecidos, sabe-se tudo o que se passa na ilha. 

Deitamo nos em silêncio a ver a montanha que é iluminada pela lua, e acordamos num paraíso perfeito. Em que a beleza da cor negra das rochas dá um azul vibrante ao mar. O cheiro é puro, e o ar também. 

Ir para a ilha é sempre uma emoção, principalmente durante épocas de tempestade, porque nunca sabemos se vamos aterrar ou voltar para Lisboa. Tive algumas aterragens falhadas, que me caíram as lagrimas porque não queria voltar para trás. Tive sorte, os pilotos da SATA conseguiram sempre contornar a situação. O pior que me aconteceu foi ter de aterrar no Faial e não no Pico. Nada de muito grave! Era bom quando passava uma tarde no Faial, ia ao peters, bebia um gin, esperava pelo barco. E depois apreciava a vista durante a viagem de 20min até à Madalena na Ilha do Pico. Graças a deus que não enjoo, porque nestas alturas o barco é um autêntico canguru louco, tipo aqueles das feiras. O estômago vem até a boca, e não é para todos.

A recepção a S. Roque do Pico era sempre muito emocionante. Sempre fui tratada como da terra, e acolhida como em mais nenhum sitio o fizeram. 

Os dias são quase todos iguais, não há filas, nem stress. Depois de 2 dias, já conhecemos as caras. E depois de 10 já sabemos o nome de toda a gente. Depois quando entramos no café, já sabem o que queremos.

Lá, dizem sempre "bom dia", com respeito e à moda antiga!

Só há dois supermecados, e raramente há iogurtes! Os preços são mais altos, porque é tudo importado. Há muito pouca produção local. O peixe e marisco é de comer e chorar por mais! LAPAS! Comi muitas... mesmo! E coitadas das vaquinhas que sabem mesmo bem. 

O vinho do Pico é bom, e as vinhas são património Mundial da UNESCO, uma vista que não há palavras para descrever! Há licores e aguardentes de tudo o que a terra dá, literalmente!

Os queijos e a massa sovada são os nossos piores inimigos! E para piorar a situação há sempre jantaradas e convívios entre amigos. As pessoas frequentam as casas uns dos outros. Os encontros são quase sempre nas adegas, cada um tem a sua. São casas, que servem para fazer jantares, vinho, aguardentes etc. Parecem casas de bonecas, feitas em pedra e pintadas de branco. Eu gostava de ter uma! Só para ir mais vezes lá!  

A ilha do Pico está ainda muito verde e pura, mas está com uma evolução e um crescimento brutal. As Casas de turismo rural tem uma qualidade superior ao que existe no continente. 

Quero agradecer a todos aqueles que me fizeram sentir em casa, e de quem sinto muitas saudades! 

Em breve sei que vou voltar. (Ainda não subi a montanha!)

E quem ainda não foi, devia ir! 

Da vossa,

AL

 

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